O bom filho à casa torna
Março 22, 2009
Fato é que um dia acordei com vontade de ter um blog de novo.
Reativei o nome criado em minha homenagem e cá estou.
Assim sei lá!
Junho 19, 2008
Tem épocas da vida que tudo é muito radical: um pequeno momento feliz vira uma explosão de felicidade ou qualquer pedrinha no caminho se torna um problema sem solução.
Acho que já passei dessa fase. Atualmente, nada me abala profundamente. Um fracasso profissional? “Ok, acontece. Não posso chorar o resto da vida, certo?”. Algum mal-criado gritando palavrões no meu ouvido? “Coitado! Pensa que é muita coisa”. Uma briguinha no namoro? “Logo passa”. E assim vai.
Será que eu perdi a alegria de viver, no sentido mais brega da expressão?
O dia em que cansei
Maio 25, 2008
Foi num sábado à noite quando encontrei aquela mesa com umas 15 pessoas – algumas delas amigas, um grupo de conhecidas e outras nem isso.
Foi naquele instante de chegada que eu percebi que poderia muito bem ter passado minha noite em outro lugar com outras pessoas. Se não fosse a minha incrível necessidade de ser querida até por aqueles que não me são tão queridos, teria mesmo eviatdo aquele encontro.
Foi logo depois de ter cumprimentado a aniversariante que eu percei que cansei. Cansei de tentar ouvir, cansei de fazer cara de bonita, cansei de aconselhar, cansei de incentivar, cansei de me alegrar pelas conquistas alheias, cansei de sorrir, cansei de passar raiva, cansei de falar – para o bem e para o mal. Cansei dos encontros, dos e-mails, das viagens, dos trabalhos, das conversas no meio da tarde. Resumidamente, eu cansei da amizade que não existia faz tempo – se é que um dia sinceramente existiu.
Foi no caminho para casa, já no carro, olhando a cidade pela janela, que eu percebi que isso já não me incomodava como antes. Porque em situações anteriores parecidas com esta – você não se iludiu pensando que foi a primeira vez, certo? – eu costumava voltar para casa me culpando pelo que seja que tenha dado errado. Muitos erros foram meus, é claro, mas eles não foram únicos, e, se por algum acaso, alguém tivesse de ser apontado culpado, precisaríamos de cinco dedos.
Foi naquele sábado à noite que eu percebi que abro mão de vocês. Abri mão do tempo passado e decidi viver o tempo presente. E que saber? Isso é muito bom!
Viciei!
Maio 18, 2008

Um estalo neste exato instante me deu a dica: estou viciada em Ugly Betty.
Não que esse vício tenha começado hoje, longe disso. Há semanas tenho esperado ansiosamente pelo próximo capítulo de Ugly Betty. Até entrei em um fórum sobre a série, já que ninguém era tão fã como eu.
Mas hoje foi demais. Assim que a reprise terminou, corri para o computador. Precisava saber como seria o próximo episódio e não poderia aguardar até quarta para descobrir. Meia hora de buscas na internet e aqui estou, com o download pela metade, aguardando para assistir “Petra-Gate”.
Sucumbi ao vício e acho bem difícil sair daqui antes de assistir todos os epiódios já disponíveis na net. S-o-c-o-r-r-o!
Ugly Betty pode ser visto no canal Sony, sempre às quartas (20h), com reprises às quintas (0h e 14h), domingos (14h e 20h) e segundas (0h). Na telinha, os episódios estão no fim da primeira temporada. Nos EUA, a segunda temporada já está a todo vapor e você pode conferir no Tubo.
Com um texto dinâmico, a peça Paulo Francis está morto é um retrato fiel do mundo artístico atual. Impossível não sair do teatro comentando sobre as pseudo-celebridades que surgem a cada dia e suas peripécias para se manter sob os holofotes. Apesar de não citar nomes, faz referências claras aos participantes do Big Brother, que ao sair da casa global fazem de tudo para estender o sucesso conquistado nos meses que o programa esteve no ar.
O recurso de não citar claramente nomes é usado em outras passagens da peça e testam a capacidade de compreensão do espectador. É necessário conhecimento abrangente para decifrar referências à obra de Nietzsche ao programa Domingão do Faustão.
A narrativa é um recorte na vida do ator Hugo Hoffman (Paulo Coronato), que está no palco de um teatro fictício aguardando seu agente para um encontro. Mas quem aparece no lugar dele é Sandra Gonçalves (Flavia Garrafa), a mais nova celebridade do momento, cuja carreira também é controlada pelo agente de Hoffman. Ela entra em cena com uma proposta financeiramente irrecusável para o ator.
No texto, tiradas divertidas entretêm o público e “quebram” o tom crítico da montagem, que poderia ter deixado-a enfadonha. O recurso funciona: as piadas, devidamente colocadas no ponto certo da narrativa, aliada à convincente atuação dos dois atores fazem os 50 minutos de peça passarem rápido e deixam a pergunta “já acabou?”.
A peça pode até ter chegado ao fim, mas as discussões que surgem ao longo dela podem ser estendidas no andar de baixo do Teatrix, que abriga um charmoso bar/restaurante.
Onde: Teatrix – R. Peixoto Gomide, 1066
Quanto: R$ 30,00 – Dinheiro ou cheque
Até o dia: 29 de maio; sempre às quintas, 21h30.
Dica: chegue antes e aproveite para petiscar algo antes no bar antes da peça começar.
Site oficial: http://www.barteatrix.com.br/
